quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Review: Fia-te na Virgem e Não Corras (Chapa Zero)

Fia-te na Virgem e Não Corras (Chapa Zero)
(2017, A Moca da Foca)
(5.5/6)

O segundo álbum dos Chapa Zero volta a trazer-nos um conjunto de temas de punk rock como ele deve ser feito. Mas, antes de mais, convém dizer claramente que se nota uma evolução consistente do primeiro álbum para este. A crítica sarcástica mantém-se atualizada abordando temas recorrentes, como a corrupção política, o compadrio, o fanatismo religioso, a exuberância demonstrada por uma sociedade em estado decadente, entre outros habitualmente menos falados mas igualmente importantes - ouçam Zé Faísca e facilmente perceberão que a banda está bem atenta! Depois, essa crítica vem acompanhada de um humor mordaz e com a invenção de uma nova língua portuguesa – Nuku, Mazé, Deix’ós, Bat’Chapa – carregada de sentimento de rua e de rebelião! Musicalmente, todo o álbum está bastante mais consistente, com os riffs precisos e um baixo a ganhar cada vez mais vida e influência. E também com vontade de incluir novos sons. Nuku da Europa entra por campos do ska e do reggae, Bat’Chapa aumenta consideravelmente a dose de peso numa linha mais hardcore e o tema título, melhor momento já criado pelos Chapa Zero, mostra-se em linhas de blues e ska. Pelo meio, a aventura de fazer uma versão eletrizada de Zumba na Caneca, tema tradicional popularizado pela Tonicha. A prova que para os Chapa Zero a música assenta no punk, mas não que ter, obrigatoriamente amarras fixas. E é essa liberdade que faz de Fia-te na Virgem e Não Corras um disco que merece toda a atenção.

Tracklist:
1.      Zé Faísca
2.      Chapa Gasta
3.      Tens a Mania
4.      Nuku da Europa
5.      Vão Mazé Trabalhar
6.      Zumba na Caneca
7.      O Fim da Noite
8.      Deix’ós Falar
9.      Fia-te na Virgem e Não Corras
10.  Bat’Chapa

Line-up:
Kaveirinha – vocais e guitarra ritmo
Marco António – guitarras e coros
Nuno Amaro – bateria e coros
Filipe Rodrigues – baixo e coros

Internet:
Facebook   

Edição: A Moca da Foca    

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Review: Scarecrow (Cats In Space)

Scarecrow (Cats In Space)
(2017, Independente/Cargo Records)
(6.0/6)

Depois do sucesso obtido com Too Many Gods, os Cats In Space estão de regresso com mais uma obra-prima de rock melódico e clássico de seu nome Scarecrow. De Queen a Beatles, passando por Kiss, Sweet ou 10CC, o coletivo britânico recolhe todas as melhores influências, misturando-as como ninguém para criar um conjunto de dez novos temas sensacionais, onde se destaca o escolhido para o primeiro vídeo – Mad Hatter’s Tea Party. Scarecrow até começa de forma estranha, na forma de Jupiter Calling, com uma introdução com sons estranhos numa referência à ficção científica (afinal estes gatos são… do espaço, certo!) e que até demora a desenvolver. Mas, a partir daí, todo o disco é um manancial de belíssimos jogos vocais, de incríveis harmonias, de sensacionais e orelhudas melodias e inteligentes e exuberantes arranjos. Scarecrow é, a todos os níveis, um disco brilhante e repleto de memoráveis momentos quer nos temas mais curtos quer nos mais longos – e aqui há três a aproximar-se ou mesmo passar os sete minutos de duração. E para além da boa música, os Cats In Space são também exímios na criação de ambientes divertidos e bem-dispostos. Tudo conjugado, assim, para se passar um bom bocado na companhia destes gatos que cada vez estão mais sofisticados.

Tracklist:
1. Jupiter Calling
2. Mad Hatter's Tea Party
3. Clown In Your Nightmare
4. Scars
5. September Rain
6. Broken Wing
7. Two Minutes 59
8. Felix & The Golden Sun
9. Timebomb
10. Scarecrow

Line-up:
Paul Manzi – vocais
Greg Hart – guitarras, vocais
Dean Howard – guitarras
Jeff Brown – baixo, vocais
Steevi Bacon – bateria
Andy Stewart – Piano, sintetizadores

Internet:
Facebook    
Website     

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Entrevista: O Gajo

Foi durante um concerto dos Gazua em Beja que João Morais se cruzou com a viola campaniça. De tal forma ficou impressionado que o seu interesse o levou a criar um projeto paralelo ao qual batizou de O Gajo – um nome de rua que deita abaixo qualquer formalismo, afirma o músico. Longe do Chão é o resultado primeiro dessa experiência e foi a respeito desta nova aventura que fomos conversar com João Morais.

Olá João, tudo bem? Dado o teu trajeto com os Gazua, sentia-se que a qualquer altura tu pudesses arriscar ainda mais. Mas a viola campaniça acabou por ser um enorme surpresa… Quando te cruzaste com ela?
Cruzei-me com a viola Campaniça num concerto de Gazua em Beja. A abrir o nosso concerto estava o Paulo Colaço, um tocador da viola Campaniça e no backstage fiquei impressionado com o som da viola. Ele falou-me um pouco do instrumento e quando regressei a Lisboa decidi comprar uma. Contactei um amigo meu, o Marco Vieira que está à frente de uma escola de música tradicional em Odemira e ele deixou-me ficar com uma que estava encomendada para a escola. A partir daí foi dar asas à imaginação.

O que te influenciou ou te motivou a avançares para um álbum desta natureza?
Sempre tive muitas referências fora do Rock e sou um grande admirador da World Music. Esta ideia já andava em banho maria há algum tempo, faltava só o instrumento certo.

Já tinhas tido experiências com a guitarra portuguesa. Como passaste de uma para a outra?
Aprendi a tocar guitarra portuguesa e fiquei fascinado com o som e com a técnica, mas as minhas composições não funcionavam com a afinação dessa guitarra. Eu teria que optar e decidi que não queria desconstruir a afinação da guitarra portuguesa pois queria continuar a tocar alguns fados e corridinhos com ela. Tinha por isso de procurar outra opção.

A guitarra portuguesa não te seduziu assim tanto como a campaniça?
A guitarra portuguesa seduziu muito, mas não quis deixar de tocar os fados que aprendi a tocar nela.

Também é curioso que este é um álbum dedicado a Lisboa, logo não seria mais lógico a utilização da guitarra portuguesa?
Este disco Longe do Chão é dedicado a Lisboa. Sempre toquei guitarras Americanas ou Japonesas e por isso utilizar uma viola Portuguesa era o meu principal objetivo. Quis situar-me no mundo e Portugal é a minha identidade sem fronteiras regionais.

Definitivamente, estagnação é uma palavra que não existe no teu dicionário. Como reagiram os teus fãs a esta aventura, no mínimo, diferente?
Não sei se tenho fans… tenho pessoas que admiram o meu trabalho e as que realmente me seguem, sabem que não consigo ficar muito tempo no mesmo registo. Tive formação artística e repetir fórmulas é algo que não vejo como evolução. Não pinto o mesmo quadro duas vezes só porque o primeiro teve boa recetividade… A resposta a este trabalho tem sido muito positiva e tem superado todas as minhas expetativas.

Sendo este um instrumento alentejano, pergunto-te se tens alguma ligação com essa parte do país?
Não tenho relação com o Alentejo. Sou apenas um admirador da região e espero vir a viver por lá um dia. Quero arranjar outras violas como a Braguesa (de Braga) ou uma Amarantina (de Amarante). Procuro acima de tudo um som Português.

Aqui surges a solo, apenas com uma voz convidada num tema. Porque tomaste essa decisão?
Por questões de autonomia. Direcionei a minha vida para me poder dedicar mais à música mas não é fácil arranjar uma banda com a mesma disponibilidade. Assim torna-se muito mais fácil.

Tens ideias de continuar com este projeto alargado a mais alguns convidados ou participações?
Este é um projeto a solo completamente aberto a participações e convidados. Só não quero compromissos a médio e longo prazo.

Outra curiosidade é o nome do projeto. Porque O Gajo? Há aquela ideia deste álbum e projeto serem do “gajo dos Gazua”. Será isso?
Não. É um nome fácil de decorar e que deita abaixo quaisquer formalismos. Seja em que palco for, O GAJO é sempre um nome de rua.

Por falar em Gazua, tens novidades?
Tocamos dia 11 de agosto em Pinhel e depois disso iremos ver qual o plano de ação. Neste momento não sei qual será o futuro dos GAZUA.

Finalmente, há projetos para levar O Gajo para palco? Em que formato será feita essa transposição?
O GAJO não tem parado de tocar ao vivo. O disco saiu à 2 meses e meio e já dei mais de 20 concertos. Nunca foi tão fácil! A recetividade tem sido excelente e há muita gente curiosa por este novo rumo da viola Campaniça. Desde o início do projeto já dei mais de 60 concertos, e planos é o que não faltam!

Obrigado, João! As maiores felicidades! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Temos uma grande família de instrumentos tradicionais, procurem-nos que para além de serem nossos, têm uma grande personalidade sonora! …E apareçam!

domingo, 13 de agosto de 2017

Flash-Review: 4 On The Floor (Broken Teeth)

Álbum: 4 On The Floor
Artista: Broken Teeth   
Edição: EMP Label Group   
Ano: 2017
Origem: EUA
Género:  Hard Rock
Classificação: 5.5/6
Análise:
Os Broken Teeth regressam com um quarto álbum cheio do seu hard rock bombástico, sujo e aditivado. Dez temas inspirados nos grandes nomes do hard rock e que aqui se apresentam como um verdadeiro soco na face, mesmo que a espaços se vislumbre alguma costela bluesy. Energia, atitude e poder neste renascimento do coletivo que agora se juntou à editora de David Ellefson.
Highlights: Four On The Floor, Sinful, Getcha’ Some, Never Dead, Rock Bottom
Para fãs de: AC/DC, DAD, Motörhead, Rhino Bucket, The Hellacopters, Danko Jones

Tracklist:
1.      Four On The Floor
2.      Sinful
3.      All Or Nothin’
4.      Getcha’ Some
5.      Borrowed Time (W. O. M. G.)
6.      House Of Damnation
7.      Let The War Machine Roll
8.      Never Dead
9.      All Day Sucker
10.  Rock Bottom

Line-up:
Jason McMaster - vocais
Jared Tuten - guitarras
David Beeson – guitarras
Robb Lampman – baixo
Bruce Rivers -bateria

Flash-Review: Molten n (Fuzzil)

Álbum: Molten Π
Artista: Fuzzil  
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: Portugal
Género:  Stoner Rock, Fuzz Rock
Classificação: 5.5/6
Análise:
Oriundos de Alcobaça, os Fuzzil estreiam-se com este EP de seis temas onde o stoner, o fuzz e o psicadelismo se cruzam de forma inteligente. Os temas são construídos de forma criativa, sempre em evolução, conseguindo os vocais melódicos imporem-se perante o crescente envolvimento de riffs potentes e solos imaginativos. Ponto forte para o instrumental 7 Holographic Steps onde o saxofone adiciona uma tonalidade extra e deveras agradável.
Highlights: Jeremy Pt. 2, 7 Holographic Steps, Threesome Wine
Para fãs de: Miss Lava, Downrider, Queens Of The Stone Age, Kyuss, Spiritual Beggars, Eagles Of Death Metal

Tracklist:
1.      Nothing To Lose
2.      Jeremy Pt. 1
3.      Jeremy Pt. 2
4.      Worms
5.      7 Holographic Steps
6.      Threesome Wine

Line-up:
Daniel Costa – vocais, guitarras
Leonardo Baptista – vocais, guitarras
Alexandre Ramos – vocais, bateria
Wilson Rodrigues - baixo

sábado, 12 de agosto de 2017

Notícias da semana

In Deep And Wooded Forests Of My Youth é o nome do novo vídeo dos Xanthochroid, onde participam os membros da banda, Sam Meador, Matthew Earl e Ali Meado. Este vídeo foi filmado em Silverado Canyon, na Califórnia e teve realização e produção de Brent Vallefuoco.



Depois do lançamento de Shades Of Time pela The LimeLight Records, já está disponível o novo vídeo retirado do mais recente trabalho dos Heylel. Desta feita a escolha recaiu no tema título com a participação de Ky Fifer.



Depois de Tornado, os Barry White Gone Wrong apresentam o segundo single saído do seu já aclamado disco de estreia. Always On The Road veste uma abordagem clássica e direta, sem rodeios, e mostra o dia-a-dia da banda: cantar, tocar, ensaiar e andar na estrada em digressão.


O gothic metal renasceu no final dos anos 80 mas, há cerca de 28 anos atrás, os Stillborn deixaram um traço único do género no cenário sueco do rock.  Agora regressaram e gravaram um novo álbum que mantém intacto o espirito da sua estreia Necrospirituals. Dez novas canções sob a denominação genérica de Nocturnals têm lançamento agendado para 27 de outubro via Black Lodge/Sound Pollution.


Os Devil Electric orgulham-se em anunciar que assinaram um contrato discográfico com a Kozmik Artifactz para o lançamento do seu primeiro e homónimo álbum. Os Devil Electric formaram-se em meados de 2015 e já atuaram com nomes como os germânicos Kadavar, sendo uma das suas principais caraterísticas a presença de voz feminina no seu doom.



Os Chastain já lançaram 2 vídeos promocionais para o seu próximo álbum We Bleed Metal 17 que vai ser lançado via Pure Steel Records e Leviathan Records. Podem ver os vídeos pertencentes aos temas Live For Today e All Hail no youtube.


Os Autograph, banda lendária de LA, assinaram um contrato discográfico com a EMP Label Group para realizar o seu quarto álbum, de nome Get Off Your Ass, que deverá estar pronto para lançar em outubro. O álbum irá incluir os membros fundadores Steve Lynch (guitarra) e Randy Rand (baixo), contando ainda com um novo vocalista e guitarrista, Simon Daniels, mudando também de baterista, passando a pasta para Marc Wieland.


O novo álbum dos Coldspell, chamado A New World Arise vai ser lançado a 22 de setembro de 2017, via Escape Music. Os Coldspell, formados em 2005, são uma banda de referência do norte da Suécia em termos de hard rock melódico. Desde o seu primeiro lançamento, a banda tem vindo a crescer chegando a este quarto álbum com uma expetativa muito alta por parte dos fãs.



O lendário cantor e compositor Stan Bush, vencedor de Emmy, lançará o 13º álbum da sua carreira a 22 de setembro via L. A. Records/Cargo Records. Change The World é um disco que contém 11 canções que tramitem uma mensagem de esperança e unidade. Destaque, também, para a inclusão dos intemporais hits de Bush, The Touche e Dare que fazem parte da banda sonora do filme Transformers: The Movie.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entrevista: Barry White Gone Wrong

Acabados de chegar de uma tour pela Bélgica, onde apresentaram a superior qualidade do seu trabalho de estreia os Barry White Gone Wrong, banda com a curiosidade de ter nascido a meio de uma viagem para Oslo, acederam a responder a Via Nocturna, na pessoa do seu líder Peter de Cuyper.

Olá Peter, tudo bem? Para começar, quem são os Barry White Gone Wrong?
Neste momento sou eu - Peter De Cuyper -, o Miguel Décio, Mário Moral, Pedro Frazão e Ivo Xavier. Juntos formamos os BWGW e tentamos fazer boa música e dar bons concertos.

Quando e com que motivações criaram este projeto?
Começou em maio de 2010, numa viagem para Oslo. Conhecemo-nos e demo-nos imediatamente bem, trocámos ideias e falámos em fazer qualquer coisa. Em novembro de 2010, gravámos o primeiro single em casa do baixista da formação original, Nuno Gelpi. Eu ainda hesitei em lançar o single mas depois de um empurrãozito do Samuel Úria lancei-o apenas online, enviei para as rádios e marquei 5 concertos, com apenas 2 músicas feitas. 

Expliquem lá essa curiosa história de terem nascido a 12 mil metros de altitude… 
Foi num voo para Oslo, com a Ryanair. Na viagem de volta tivemos problemas com a Ryanair e fizemos uma música de protesto contra a companhia, ainda em nome d’Os 3marias, a banda onde o resto do pessoal tocava.... Podem procurar no youtube, chama-se Don’t Fly Ryan Air.

Que outras experiências musicais anteriores tiveram que ajudaram a criar esta nova entidade?
Todos tivemos bandas, anteriormente. Alguns de nós ainda tocam em vários projetos paralelos e estamos sempre a ouvir muita música, quer de diferentes estilos quer de diferentes épocas – do mais atual ao mais antigo.  

Já agora, o vosso nome é deveras curioso. Como é que ele surgiu? 
O nome dava título a uma critica numa revista online canadiana sobre a música dos Le Divan, um projeto que tive anteriormente. O jornalista achava muito curiosa a combinação da música e da minha voz. Eu achei genial e lembrei-me no momento certo.

Afinal, onde é que Barry White estava errado?
Ele nunca errou. Podia ter tido mais cuidado com o peso para ficar mais tempo entre nós, mas afinal todos os artistas são eternos. 

Falem-me da criação do vosso álbum homónimo. Como se desenrolaram os processos de composição e gravação?
Já falamos do álbum há uns dois anos e meio, mas só queríamos gravar em ótimas condições, com Tatanka (The Black Mamba) como produtor e em dezembro de 2016, finalmente, começámos as sessões no Black Sheep Studio. As músicas já estavam feitas e já as tocávamos há algum tempo, mas o Tatanka deu-lhes a volta com arranjos novos. Não podíamos ter tido melhor produtor, uma jóia de pessoa e com um conhecimento musical do caraças. Depois, e muito rapidamente, percebemos que a melhor opção para primeiro single seria a Tornado e, além disso, também achámos um nome forte para o álbum. 

Já têm feedback da reação ao mesmo?
As reações têm sido ótimas, até agora só tivemos criticas boas. Trabalhamos muito e é gratificante receber palavras boas e construtivas.

Já há vídeos retirados deste álbum, certo?
Certo! Em abril lançamos o vídeo e single da Tornado, na rádio e no canal da Antena3; incluímos a Dynamite no álbum, que já foi lançado anteriormente e também com vídeo. Neste momento, estamos a finalizar um novo vídeo.
  
Para além disso, que outros projetos têm em mente para os próximos tempos?
É simples: criar, ensaiar, tocar, gravar vídeos e repetir tudo. 

Obrigado. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Apareçam nos concertos, nós gostamos muito de pessoas e obrigado pela entrevista!